dulcor

 
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11/01/2019       

E como se não bastasse o calor infernal que faz nessa época do ano, vem aí o Big Brother Brasil (BBB). E eu nem sei qual a versão porque não reparei nisso quando lia aqui na internet.

O BBB é igual a mentira e a fofoca. Todo mundo repudia, mas sabe-se lá de onde vem o sucesso, pois não sai de linha.

Aliás, um dos motivos do sucesso do BBB é justamente a fofoca, pois se trata de um programa cujo entretenimento se trata do telespectador tomar conta da vida alheia, como se ele já não fizesse isso com os vizinhos, familiares, colegas de trabalho (quando e se trabalhar, pois quem trabalha tem menos tempo de cuidar da vida alheia) etc.

Eu até suspeito que quem gosta de BBB acaba se revelando o pior tipo de fofoqueiro, pois se trata daquele que se diverte com intrigas, brigas e desentendimentos, principais atrativos do programa, uma vez que estamos cansados de saber que sem esses ingredientes, o programa já teria ido pro “ralo” há muito tempo.

A fofoca, a propósito, é um assunto muito interessante que merece um espaço à parte e eu prometo estudar minuciosamente para falar sobre o assunto.

Voltando ao BBB, ele é o tipo de programa que, quando surgiu, prenunciou o declínio da grade de programação da televisão brasileira dos canais abertos, que já não era lá essas coisas desde que me entendo por gente.

A programação da TV aberta sempre se resumiu em novelas e programas cujos conteúdos sobressaem menos que os apresentadores. Por isso que esses profissionais são milionários, não por serem competentes e sim porque apresentam programas “pobres” que só continuam pobres em função de um telespectador que não tem exigências.

As novelas, por sua vez, até que em tempos de outrora foram boas, num passado um pouco distante. Mas os temas vão ficando cada vez mais escassos, e isso exige renovação dos autores, que precisam se reinventar.

O mesmo acontece com os atores brasileiros.  A classe não acompanhou a evolução da arte de interpretar. Por isso os melhores atores são os mais antigos, que aos poucos estão se aposentando, deixando uma lacuna que tão cedo não será preenchida.

Quando eu tinha uma situação financeira menos favorável e não tinha TV por assinatura, economizei um bom dinheiro tirando a televisão da tomada. Não gastava nem em “stand by”.

Gosto de dizer que a televisão, bem como a música, ajuda muito a traçar o perfil do telespectador que assiste certo tipo de conteúdo, e a prova disso é que os diretores de TV continuam investindo no mesmo tipo de programação perpetuada há décadas.

Logo, quando nas raras vezes ligo a TV nos canais abertos, me sinto ofendido me perguntando: “É disso que eles pensam que gosto?”

E é exatamente isso que eles não somente pensam mas têm certeza que você gosta. Sim, você que faz da TV aberta o seu entretenimento. Apontando o dedo pra você, eles dizem “dou a você o que você quer, o que você merece, enfim, o que você é”.

Esse é aquele momento em que quem se entretém com a TV aberta deveria dar uma chance a si mesmo e pegar um livro, se contemporizar com a leitura, exercitar a imaginação, interpretação e, não menos importante, economizar energia.

Experimenta isso. Não somente sua vida vai mudar, como também você será outra pessoa.

 

FSdN


https://www.youtube.com/watch?v=ZquGKE_5ejM